Resenha #24 - O Grande Gatsby


TÍTULO: O Grande Gatsby

AUTOR: F. Scott Fitzgerald

EDITORA: Bestbolso

PÁGINAS: 252
 
SINOPSE: Na década de 20, em plena prosperidade econômica dos EUA, devido aos resultados da Primeira Guerra Mundial; Nick Carraway se muda para uma nova casa, no litoral, incentivado pela alta divulgação do American Way of Life. Logo nos primeiros dias, o que mais lhe chama a atenção são as suntuosas festas promovidas por seu vizinho, o exótico e misterioso Jay Gatsby. Nick um dia recebe um convite para uma dessas festas e é contatado pelo próprio Gatsby, algo extraordinário, já que a única coisa que os demais convidados sabem sobre seu anfitrião é o nome. Jay inicia, naquela noite, uma forte amizade com Carraway e, aos poucos, seu propósito inicial, tanto relacionado ao interesse pela amizade de Nick como pela razão da realização de suas festas, é revelado: Gatsby almeja reencontrar um amor do passado, a prima de Nick, Daisy Buchanan.


  Eu não ia resenhar esse livro. O li na metade do ano passado e já não me lembrava de muita coisa do enredo, mas recentemente assisti ao filme "Meia Noite em Paris" e acabei mudando de ideia. Comecei a assistir o filme por duas razões: (1) Rachel McAdams e (2) a sinopse parecia bacaninha. Entretanto, ao final do filme essas razões foram subvertidas: (1) A personagem da Rachel é um porre e (2) a história do filme não é só bacaninha, mas fantástica!

  Resumidamente, até porque essa não é uma resenha do filme, um escritor (Owen Wilson) viaja no tempo toda noite para a Paris dos anos 20 e se encontra com autores da época, o que lhe enche de inspiração. Um desses autores, o primeiro que ele encontra, na verdade, é F. Scott Fitzgerald  (Tom Hiddleston) e sua esposa, Zelda (sabiam que The Legend of Zelda foi inspirado nela?). Essa pequena referência ao autor de O Grande Gatsby, somada a atuações muito boas em um filme genial, fizeram com que eu viesse resenhar o livro. Mas não antes de assistir também a última adaptação da obra, para me lembrar de detalhes esquecidos com o tempo.

  Para começar, preciso dizer que o livro é um clássico americano. Sua narrativa e enredo remontam a época vivida por Fitzgerald, o pós-guerra e toda a extravagância resultante da prosperidade financeira do país. As análises literárias a respeito dessa obra, que está quase completando um século, a tornou uma leitura obrigatória para qualquer um que se auto-intitule 'leitor'; e foi por isso que eu iniciei a minha leitura. Porém, assim como as teses têm suas antíteses, essas análises também estão sujeitas a receberem ressalvas. Talvez uma crítica concorrente... Essa resenha é a antítese de todas essas análises que fizeram de O Grande Gatsby um clássico.

  Como dito na sinopse acima, Gatsby é um milionário que promove festas exuberantes com a esperança de que seu amor do passado, Daisy, compareça um dia. A minha primeira impressão dessa ideia foi a de total incredulidade, ainda mais porque a casa de Daisy era do outro lado da baía em que ficava a mansão do protagonista (e um barco custa menos que uma festa-padrão-Gatsby). Mas depois passei a encarar isso da maneira correta: É uma visão romântica que representa a escolha de Daisy por ele. Demonstra que ela se liberta de tudo e vai viver ao lado de Gatsby, como um dia idealizaram.

  E isso seria magnífico, não fosse o egoísmo de Daisy. Desde o início, a personagem fica na dúvida entre seguir a vida com seu marido ou partir para o mundo criado por Gatsby. Ela é enfadonha e insegura ao extremo e, mesmo que toda a história gire ao seu redor, ela não dá sinais de fazer definitivamente uma escolha. Sua comodidade irrita até o mais sereno dos leitores. Ela, mesmo tendo motivos para ficar com Gatsby, prefere se manter em um ambiente opressivo por pura conveniência.

  E ela não é a única personagem que nos enche a paciência no livro. Gatsby é um chato obsessivo, Nick se maravilha com tudo que rodeia o dono da mansão vizinha (tudo bem que ele acabara de se mudar para o litoral americano e a divulgação do American Way of Life estava no auge; mas ficar tão fascinado por Gatsby e seu modo de vida a ponto de confiar nele sem conhecer seu passado é demais). Todos os personagens são bem aprofundados e têm seu emocional bem trabalhado, mas o fato de Daisy ser apresentada como uma idealização de Gatsby e este ser apresentado como uma idealização de Nick aniquila qualquer possibilidade de identificação.

  Basicamente, o que preenche o livro faz com que ele se torne um clássico. Sua habilidade em remontar uma época, de representar personagens não-clichês, de contar como uma paixão pode sobreviver ao tempo dentro da cabeça de um homem... Mas um livro não é feito apenas de pontos altos. A integridade da leitura é incômoda. A classe alta e seu egocentrismo, suas decisões superficiais... O livro faz uma boa crítica ao Sonho Americano e o que ele representou ao povo estadunidense, mas deixando isso de lado, a história se perde nas mãos de personagens desinteressantes. Por fim, espero que entendam que uma antítese não é necessariamente algo que contrarie uma tese, mas pode apenas diminuir seu valor; explicitando para vocês razões não para evitar a leitura, mas iniciá-la sem grandes expectativas, fazendo-os perceber que talvez o GRANDE Gatsby possa ser um pouco MENOR.

25 comentários :

  1. Oi Arthur!
    Primeiramente parabéns pela resenha!
    O Grande Gatsby já está na lista de livros que PRECISO ler.

    Abraços
    LiteraMúsicas

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  2. Olá, Diego!
    Obrigado e boa leitura. ;)
    Grande abraço!

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  3. Nunca entendi o problema que as pessoas tem com Gatsby. Não é o melhor livro do mundo, mas eu me surpreendi, achei mais legal do que eu esperava que fosse.
    A personalidade dos personagens pode ter te irritado, mas eles foram muito bem criados, a meu ver. E quantas mulheres já não estiveram na situação de Daisy? Ainda mais num mundo machista, onde antigamente as mulheres não tinham muita liberdade para fazer escolhas. Escolher entre o seguro e o duvidável é difícil estando nessa posição. Eu acho compreensível as ações dela (não que eu goste dela, também achei ela meio nojentinha hahaha).
    De qualquer forma, eu também dei 3 estrelas hahaha

    Tem tag lá no blog e espero que você não tenha feito essa, porque eu te marquei! hahahah
    http://sobrelivroseletras.blogspot.com.br/2014/09/tag-encontre-o-livro.html

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  4. (Aos desavisados: Esse comentário contém spoilers!)

    Aline, eu não digo que não gostei do livro. Tenho uma coisa inominável como hábito que é o seguinte: Eu gosto muito dos livros que leio, mas nem tanto dos que estou lendo. Quer dizer, quando eu termino um livro, vejo-o em sua integridade e entendo ele por completo, inclusive concordo com os pontos em que a leitura foi mais devagar, enxergando-os como necessários. Mas, enquanto leio, não tenho essa mesma noção. E esse foi um livro que li de maneira um tanto arrastada, buscando o final, e não "tentando evitar sua chegada"...
    Concordo que todos os personagens foram muito bem criados, e isso, como destaquei no final da resenha, é um ponto alto que contribuiu para seu sucesso. Mas eles não conseguiram me cativar. Falei de maneira geral sobre todos, mas, já que você destacou Daisy... Tudo bem que Daisy está inserida numa época em que os EUA era puro machismo (as mulheres já tinham conquistado direito de voto e trabalhavam fora de casa, mas é claro que isso não quer dizer que o pensamento geral não era machista. Afinal, ele pode ser identificado até hoje!), mas o enredo lhe proporcionou certa liberdade; ela poderia seguir Gatsby ou ficar com Tom, podia escolher... Se quisesse ir com Gatsby, ok, ela tinha razões pra isso; mas, se não queria, o que foi fazer visitando a mansão dele tantas vezes? A traição do marido pode tê-la feito se achegar a Gatsby, mas como no final ela acabou nem se importando com o que aconteceu a este, fica claro como ela é uma personagem fraca e sem opinião - exatamente o meu tipo preferido para criticar. Isso sem falar que no passado ela dispensou Gatsby, descaradamente, porque ele não tinha dinheiro.
    Acho que três estrelas está de bom tamanho. Não só por ser um clássico, mas pelas razões que o fizeram sê-lo. Quanto às duas estrelas apagadas, foi culpa dos personagens e seu egoísmo acentuado.

    E obrigado, ainda não fiz essa TAG! :]
    Responderei o mais rápido possível.
    Grande abraço!

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  5. Oi Arthur, tudo bom?

    Comprei esse livro numa edição fantástica, mas ainda não consegui lê-lo. Também não sabia muito da história, mas depois da sua resenha me pareceu ser interessante. Por ser um clássico, espero uma leitura um pouco mais lenta. Mas estou confiante! HAHAHAH Parabéns!

    Beijos, Rob
    http://estantedarob.blogspot.com.br/

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  6. Olá, Rob!
    Fico contente em saber que você iniciará o livro sem grandes expectativas. Possivelmente conseguirá uma experiência de leitura melhor do que a que eu tive.
    Boa leitura e grande abraço!

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  7. Eu entendo seu ponto de vista. Quis dizer que, mesmo assim, é um grande passo - ainda mais para uma mulher - fazer essa escolha, de largar de fato o marido e ir morar com outro homem. Eu compreendo que a situação dela não é assim tão fácil de resolver. Se fosse um homem no lugar dela, ok, ele largaria a esposa em dois minutos e estaria com a amante e tudo estaria bem, tanto financeiramente quanto socialmente, entende o que eu digo? A Daisy se aproveita do que pode e acaba sendo muito mesquinha, certamente, mas acho que essas amarras da sociedade não dão tanta liberdade e moldam demais a maneira como as mulheres agem e pensam. Fitzgerald poderia ter escrito algo super romântico, colocando uma personagem incrivelmente forte e fora dos padrões da sociedade, que faz o que quer independente do que falem e etc, mas aí seria outra personagem, outra relação com Gatsby, outro livro. Daisy é um ser humano e seres humanos não são tão A + B = C, até porque nós estamos de fora da história, nós enxergamos tudo melhor e, mesmo eu, como mulher, estou numa posição bem diferente da dela hoje em dia, então é muito fácil julgá-la.
    Sou uma pessoa muito empática, até com personagens de livro hahahah

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  8. Oi Arthur, tudo bem?

    Eu vi apenas o filme, gostei bastante, por sinal. Mas também sei o quanto personagens chatos podem ser um saco. Adorei como você finalizou a resenha.

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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  9. (Mais spoilers nesse comentário, fiquem espertos!)

    Sim, com certeza. Embora ela tivesse a possibilidade de escolha; fazer essa escolha não era simples, pois seria julgada muito mais do que um homem seria na mesma situação. O fato de Fitzgerald ter escolhido uma personalidade 'fraca' para Daisy contribui para a excelência do livro. No final fica claro que Daisy não era como ela foi inicialmente apresentada, e que mesmo Gatsby não conhecia-a por completo - como se ele amasse a ideia dela, construída ao longo dos anos que ficaram longe um do outro.
    Como você ressaltou, é fácil julgar estando tão distante da atmosfera da história, e a imprevisibilidade dos seres humanos é tão presente no livro que quase se qualifica como mais um personagem. Mas embora tudo isso seja magnificamente trabalhado no livro, algo se perde. Embora seja escrita com uma beleza singular, a história não é bela - e não pelos fatores óbvios revelados no final do livro, mas devido os personagens serem tão imprevisíveis, tão hipócritas, egoístas e, poxa, tão humanos...

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  10. Oi Arthur, tudo bem? Definitivamente preciso ler mais clássicos, mas a sua resenha me deixou um pouco atrás para ler esse. Não tenho muita paciência para personagens chatos... mas acho interessante essa viagem que a gente pode fazer a década de 20 e ao lugar.

    Muito boa a resenha!! Parabéns!!

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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  11. Obrigado, Rafaella!
    Como eu disse no final da resenha, minha intenção não é lhes privar da leitura, apenas fazer com que a iniciem sem grandes expectativas, então, já que está buscando clássicos para ler, este é um que lhe indico fortemente. Não se deixe influenciar pela minha opinião a respeito dos personagens, afinal, o que é chato para mim pode ser bem legal pra você - e, dessa forma, eu seria um chato pra você... Não, espera... Hahaha
    Boa leitura e grande abraço!

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  12. Olá Arthur,
    nossa, acho que nos leitores temos uma mania de encrencar com os personagens. Eu ao menos, sempre!
    Este livro em questão não é bem a minha onda, mas tenho interesse sim de conhecer a obra, pois ela é muito bem falada por leitores. Contudo não é a minha prioridade, se é que você me entende.
    Gostei dos pontos levantados por você, que mesmo não suprindo, ele também não deixa a ser interessante.
    Ainda não assisti ao filme, mas vou procurar por ele também.

    Beijokas Ana Zuky

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  13. Olá, Ana!
    Pois é, nesse livro principalmente, em que os personagens são humanos demais, cheios de falhas e pensamentos contraditórios... Eu admiro a capacidade do autor em criar personagens assim tão profundos, mas não deixo de me frustrar com as características de cada um deles.
    Assisti o filme e gostei. Ele é bem fiel ao livro - tirando a primeira meia hora, que é completamente psicodélica -, o único ponto sujeito a críticas na adaptação, ao meu ver, são as músicas das festas. Tenho quase certeza que o pessoal dos anos 20 não escutava Fergie...
    Boa leitura e grande abraço!

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  14. Olá

    Eu lembro de ter pego este livro na biblioteca da escola no ano passado, lido algumas páginas por falta de tempo e ao renovar com a bibliotecária a mesma me soltou um spoiler e eu fiquei tão decepcionado que nem quis pegar o livro de novo e passei longe daquela biblioteca por um tempinho. Foi realmente muito chato, mesmo com você tendo gostado razoavelmente da obra eu ainda quero concluir apesar de já saber o final ¬¬ e conferir as adaptações para o cinema. Contudo, adorei a frase final da resenha haha

    Abraço!
    www.umomt.com

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  15. Olá, Matheus!
    Essa situação é muito chata mesmo. Uma vez aconteceu algo parecido comigo: Numa aula de literatura o professor estava falando sobre o livro Os Sofrimentos do Jovem Werther. Ele estava fazendo um resumo tão empolgado que me deu vontade de ler o livro na hora, mas nessa mesma aula ele contou o final. Eu pensei se leria o livro ou não e decidi que valeria a pena, afinal o final revelado por ele era muito bacana... Acabou que o livro nem é tão bom (já o resenhei aqui) e o seu final é super corrido - até a versão resumida pelo professor foi mais interessante.
    De qualquer forma, os spoilers sempre estarão presentes na vida de qualquer leitor - mas bibliotecárias assim deveriam ser punidas!
    Grande abraço!

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  16. Oieee Rapaz =)
    eu bem gosto de clássico, e sempre tive curiosidade em ler o livro, já que vi só o filme, mas por algum motivo acabo ficando desanimada, porém depois da tua opinião espero ter o livro para ver se nossa visão é a mesma.
    Beliscões da Máh <3

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  17. Olá, Maria. (:
    Leia sim, depois venha me dizer o que achou...
    Abraço.

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  18. É bem difícil resenhar um livro que se leu faz tempo, eu queria ter uma memória melhor porque esqueço muitos detalhes com o passar do tempo, mesmo de livros que eu gostei muito. Confesso que apesar da sua crítica de quem se intitula leitor deveria ler Grande Gatsby, eu não tenho vontade nenhum de conhecer o livro, eu não curto muito livros que abordem essa coisa do american way of life, tenho um pouco de preguiça, apesar de gostar muito de pop art, que foi um movimento artístico que foi muito impulsionado por esse pensamento, os livros me deixam um tanto quanto entediada.

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  19. Olá, Stephanie!
    Minha memória também não é das melhores. Tive que assistir o filme novo, pegar o livro e reler algumas partes para poder resenhá-lo...
    O que eu disse foi baseando-me no fato de O Grande Gatsby ser um dos livros mais cultuados de toda a história. Ele é como um O Morro dos Ventos Uivantes que se passa na década de 20 (acredite, as semelhanças entre os dois livros são gritantes!)
    Já comigo é o contrário. Gosto de como o American Way of Life foi imensamente divulgado na época e, logo em seguida, a bolsa de Nova Iorque ter quebrado... Mais do que isso, gosto de estudar todas as consequências dessa quebra... Mas enfim, isso é pra quem gosta de história. xD
    Pop Art é que não me chama a atenção. Não vejo muita graça nem nas obras desse movimento nem em seu maior expoente artístico: Andy Warhol - que, diziam, era um dos artistas mais chatos que já existiu.
    Enfim, obrigado pelo comentário e grande abraço!

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  20. Bem, eu não só me intitulo leitora como tenho plena consciência de que sou, por diversas razões que não vou ficar enchendo nesse post (mas se vc quiser posso escrevê-las na volta das férias, minha monografia da faculdade teve um pouco a ver com isso, então o que não falta é assunto), mas não li e nem tenho vontade de ler Gatsby, assim como diversos outros clássicos - aliás, nem gosto de clássicos. Li sua resenha e também entendi esse ponto de preferir esperar pela iniciativa dela a correr atrás, mas não sei se teria paciência pra personagem tão indecisa. Prefiro continuar não conhecendo o livro.
    Beijinhos!
    Giulia - www.prazermechamolivro.com

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  21. Olá, Giulia!
    Me desculpe se te ofendi com o comentário na resenha. Minha intenção não foi chamar quem não leu O Grande Gatsby de não-leitor, fiz essa comparação somente para enfatizar o quanto a obra foi importante para a literatura, tanto do século passado quanto desse.
    Reconheço e lhe parabenizo por ser uma leitora quando a leitura é tão pouco valorizada. O gosto por clássicos não é requisito para um leitor receber o título de "leitor", mas realmente acredito que eles contribuem muito para a cultura e o pensamento destes; por isso tento sempre mesclar literatura contemporânea com clássicos merecidamente reconhecidos e esclarecedores.
    Obrigado pelo comentário e por sua opinião a respeito dessa discussão.
    Grande abraço!

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  22. Arthur acredite, você faz um bem a humanidade em estimular a não expectativa com um livro. Porque depois a gente acaba quebrando a cara e isso é um saco.
    Clássicos não são meu forte. Entendo toda a questão social e cultural que eles apresentam, mas enquanto eu puder passar longe eu o farei.
    De todo modo, pelo que você contou do livro percebo que ele não me agradaria. Os personagens parecem muito cheio de mimimi .

    Beijiinhos ;*
    Andressa - Blog Mais que Livros

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  23. Essa é a palavra! "Mimimi" - se isso for mesmo uma palavra.
    Todos os personagens são voltados para o próprio umbigo. Talvez o único personagem que pode ser salvo dessa afirmação seja o narrador-personagem Nick Carraway; porém ele participa muito pouco dos acontecimentos do livro - ou seja, o enredo fica na mão dos 'personagens mimimi'.
    Obrigado pelo comentário,
    Grande abraço!

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  24. Olá Arthur!
    Eu não li o livro mais vi o filme. E se o livro for a mesma história, que com certeza deve ser eu não gostei. Não sou muito de ler clássicos. Não gosto da escrita, é cansativo e me entedia. Também não suporto personagens indecisos. Apesar de entender a situação dela, mas acho que isso ia me irritar muito. Pra quem gosta de clássicos, deve ser uma boa pedida.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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  25. Oi, Suelen!
    Puxa, quanta gente que não lê clássicos... Já é o terceiro comentário seguido!
    Se você não gostou do filme, nem adianta ler o livro então, porque, na minha opinião, o filme novo foi bem fiel ao livro - tirando as músicas que escolheram para as festas.
    Obrigado pelo comentário.
    Abraço.

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